Peça Única
O trabalho de peça única é um exercício de liberdade.
Eu crio pelo movimento das mãos no material e acredito que diferentes formas e temas surjam de acordo com a motricidade aplicada. Máquinas e ferramentas otimizam as intervenções. Ferramentas e máquinas são como partes, extensões do meu corpo.
Embora as formas e seres surjam da minha cabeça, o resultado final sempre me surpreende. Enquanto as peças se materializam ao meu redor, eu me sinto mais confortável, como se elas aumentassem a minha familiaridade com o mundo.
Série Os Cúmplices
Às vezes eu acho que eles tratam da minha dualidade, outras vezes eles me fazem pensar sobre relacionamentos em constante processo de conciliação.
Eu sempre vejo uma associação de extremos através de linhas maleáveis. Essas mesmas linhas se tornam retas quando as peças são submetidas à tensão em direções opostas.
Os extremos se manifestam pelos contrastes que me interessaram: entre escultural e plano, vermelho e branco, duro e macio, duro e firme, firme e coração.
Este trabalho foi desenvolvido na Escola Massana onde contei com a orientação inspirada de Ramón Puig Cuyàs.
Ver peças »Produção em série
O trabalho de produção em série é um exercício de restrição.
Ele se caracteriza por materiais tradicionalmente associados à joalheria. O processo de trabalho tem sido recortar papel ou prata, dobrar e procurar um encaixe no corpo. Uma vez localizada, a peça delimita o que chamo de nicho anatômico. Costumo chamar este trabalho de Instalações para o corpo, como se fossem esculturas numa paisagem animada.
As Instalações para o corpo foram iniciadas na Austrália entre 2001 e 2002, quando fiz um curso na RMIT. Ali me orientava oficialmente o Robert Baines e me influenciou sobremaneira a Mascha Moje.
Ver peças »Walking the Gray Area
Um blog onde 40 artistas e joalheiros da América Latina e da Europa mantêm um diálogo sobre mobilidade global, identidades e joalheria contemporânea. O diálogo resultará numa exposição na Cidade do México em abril de 2010.